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Os heróis podem ser vilões?

Atualizado: 2 de Set de 2019



A ficção e a realidade se misturam no imaginário ativo da criança - os heróis existem no dia a dia de cada um, seja em casa ou na escola, os personagens mascarados estão em todos os lugares, de forma que os próprios pequenos sentem como se pudessem voar, batalhar e entrar em aventuras além da imaginação.

Os heróis dos filmes tendem, muitas vezes, a subestimar o perigo e mostrar o que muitas vezes é proibido para os nossos filhos …

Oficina de Psicologia - O Impacto dos superheróis nas crianças



Imagens geram impactos nas crianças. Seja em um filme, livro, ou na televisão, as produções cheias de cores atraem de imediato, mas o conteúdo que está por trás da máscara de um superherói nem sempre é o viável para a interpretação de quem ainda está nas primeiras etapas da vida. Enquanto adultos, filtramos: nós sabemos que a luta entre um herói e um vilão não passa de atuação, ninguém se machucou contracenando em uma batalha homérica, o Homem-Aranha consegue pular entre prédios e andaimes sem sem preocupar com a queda, mas uma criança, ao preencher seu repertório destes acontecimentos fantásticos, vê estes poderes também dentro de si, sem medir as consequências da força, machucados, e de que o amiguinho ao lado pode não gostar muito de um ataque do Hulk.


Os Heróis são muitas vezes Heróis perigosos, porque as crianças percebem as imagens de forma diferente dependendo da sua idade e nem sempre tudo é positivo

Oficina de Psicologia - O Impacto dos superheróis nas crianças



Cada pedacinho do desenvolvimento infantil traz um novo conhecimento, uma nova forma de observar o mundo. A individualidade deve ser levada em consideração, certamente, e cada criança tem o seu tempo e espaço para absorver e aprender de maneiras distintas, contudo, as fases cognitivas seguem um padrão que deve ser respeitado ao máximo, principalmente quando falamos sobre o conteúdo apresentado dentro de cada uma delas. Os níveis de interpretação de uma imagem variam conforme a progressão dos pequenos. É necessário se atentar neste momento em viabilizar entretenimentos que se adequem à faixa etária específica. Um estudo da Brigham Young University, em que mais de 240 crianças foram avaliadas, mostrou que o comportamento daquelas mais expostas a produções de superheróis é mais agressivo, pois a maioria não consegue distinguir o heroísmo da violência, o que causa as brincadeiras de "lutinha", já bem conhecidas em vários grupos.


Uma criança de 3 a 6 anos ainda não diferencia entre imagens de ficção e imagens reais. Assim, a criança pode assimilar as cenas assustadoras como eventos reais e ficar zangada, não tendo a capacidade de expressar sentimentos.

– Crianças entre os 6 e 10 anos são já capazes de diferenciar a realidade da ficção. Começam a entender o significado das imagens, falam no filme e fazem comentários. Também tentam imitar alguns gestos para mostrar que elas entenderam o significado das imagens. Aqui o risco surge, se a criança imita situações perigosas ou imprudentes.


 – Crianças com mais de 10 anos são menos supervisionadas pelos pais e tendem a ver filmes que não são apropriados para a sua idade, com cenas de violência explícita.
 O principal risco é que as crianças podem encontrar semelhanças entre si e as personagens dos filmes. Neste caso, as ações do herói podem tornar-se um exemplo. A criança pode colocar a sua saúde em risco ou mesmo a sua vida e dos seus colegas. Imagens de violência podem causar problemas comportamentais a alguns jovens e esses distúrbios podem manifestar-se em pesadelos, ansiedade, stress ou agressividade.

Não há uma necessidade urgente de evitar os heróis, mas sim de aprendermos a lidar com a existência dos mesmos dentro da jornada de experiência das crianças, dosar a forma e a quantidade com que são expostas ao conteúdo apresentado. Os valores apresentados pelos personagens destes universos são importantíssimos e também conseguem ser transmitidos através de outras brincadeiras e alegorias. Que tal pensarmos juntos em novas formas de potencializar a imaginação de nossas crianças? -> Ao escolher o lazer do final de semana, que tal optar por visitar uma exposição ao invés de ver Vingadores mais uma vez? Temos museus gratuitos na cidade que proporcionam experiências riquíssimas! :) -> Quando o papai e a mamãe forem convidados para interpretar algum superherói, por que não escolher um livro para sentar em um lugar diferente par a leitura? Pode ser uma pracinha, um parque próximo - ou inovar e fazer uma cabaninha na mesa da cozinha. -> Que tal instigar a imaginação um pouco: apresentar mundos encantados para os filhos - escolher um filme que saia do nicho dos heróis: eles também amam dinossauros, universos diferentes, aventuras de cachorros e gatos, é só a gente apresentar com jeitinho que eles amam rapidinho! Deixe a imaginação fluir e, aos poucos, a máscara do herói terá seu real valor ao ser vestida - assim, evitamos que alguns heróis se tornem vilões. Texto de Delson Neto Pesquisa: Adriana Butturi, coordenadora pedagógica Casinha Feliz Referências:

"O Impacto dos Superheróis nas crianças"

https://www.oficinadepsicologia.com/o-impacto-dos-super-herois-nas-criancas/ "Brincar de superherói aumenta a agressividade - mas não o heroísmo" https://super.abril.com.br/comportamento/brincar-de-superheroi-aumenta-agressividade-mas-nao-o-heroismo/


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